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	mads.xsd"><authority><topic authority="http://tesjmu.stm.jus.br/tesjmu/vocab/">BOA-FÉ</topic></authority><related type="other"><topic>CONTRATO</topic></related><related type="other"><topic>CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC)</topic></related><related type="other"><topic>NEGÓCIO JURÍDICO</topic></related><related type="other"><topic>MÁ-FÉ</topic></related><related type="broader"><topic>DIREITO CIVIL</topic></related> <note xml:lang="pt"><![CDATA[ <p><span><span>&ldquo;</span><em>Os neg&oacute;cios jur&iacute;dicos devem ser interpretados conforme a boa-f&eacute; e os usos e costumes do lugar de sua celebra&ccedil;&atilde;o</em><span>&rdquo; (CC, art. 113).</span></span></p>
<p><span>Boa-f&eacute;, segundo &Aacute;lvaro Villa&ccedil;a Azevedo (2002, p.26), &eacute; um estado de esp&iacute;rito que leva o sujeito a praticar um neg&oacute;cio em clima de aparente seguran&ccedil;a, sendo esta a raz&atilde;o de todos os sistemas jur&iacute;dicos serem escudados no princ&iacute;pio da boa-f&eacute;, que supera at&eacute;, o princ&iacute;pio da nulidade dos atos jur&iacute;dicos, uma vez que, os atos nulos, em certas ocasi&otilde;es, produzem efeitos, como &eacute; o caso da validade do pagamento ao credor putativo ou dos efeitos em favor do c&ocirc;njuge de boa-f&eacute; no casamento putativo. Nessas situa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o vigora o princ&iacute;pio segundo o qual o que &eacute; nulo n&atilde;o produz efeito &ndash;&nbsp;</span><em>quod nullum est nullum effectum producit</em><span>.</span></p>
<p><span><strong>AZEVEDO</strong><span>, &Aacute;lvaro Villa&ccedil;a. Teoria Geral dos Contratos T&iacute;picos e At&iacute;picos: Curso de Direito Civil. S&atilde;o Paulo: Atlas, 2002.</span></span></p> ]]></note></mads>